O que é o CPF e como ele é estruturado
O Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) é emitido pela Receita Federal e identifica o contribuinte brasileiro. Um CPF tem 11 dígitos divididos em duas partes:
| Parte | Dígitos | Exemplo |
|---|---|---|
| Dígitos base | 9 primeiros | 123.456.789 |
| Dígitos verificadores (DV) | 2 últimos | 09 |
Os 9 dígitos base são atribuídos sequencialmente pela Receita Federal. Os 2 dígitos verificadores são calculados matematicamente a partir dos 9 primeiros — é aí que qualquer sistema consegue checar se um CPF é válido sem consultar banco de dados.
Como o dígito verificador é calculado
O algoritmo usa módulo 11 em dois passos:
Passo 1 — calculando o primeiro DV
- Multiplique cada um dos 9 dígitos pelos pesos 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2;
- Some os produtos;
- Calcule resto = soma mod 11;
- Se o resto for menor que 2, o primeiro DV é 0. Caso contrário, DV1 = 11 − resto.
Passo 2 — calculando o segundo DV
- Use os 9 dígitos base mais o DV1 (10 dígitos no total);
- Multiplique pelos pesos 11, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2;
- Calcule resto = soma mod 11;
- Se menor que 2, DV2 = 0. Caso contrário, DV2 = 11 − resto.
Exemplo rápido com CPF 123.456.789-09:
285 mod 11 = 10 → DV1 = 11 − 10 = 1 (⚠ neste exemplo fica 1, não 0)
Pesos para DV2 incluem DV1 → resultado final: DV2 = 9
CPF válido: 123.456.789-09
Qualquer CPF que não passar nessa conta é inválido — independentemente de estar cadastrado na Receita ou não.
Sequências especiais que sempre falham na validação
A Receita Federal rejeita CPFs com todos os dígitos iguais, mesmo que o cálculo de módulo 11 coincidentemente dê um DV válido. Os seguintes são sempre inválidos:
000.000.000-00 111.111.111-11 222.222.222-22 ... 999.999.999-99
Qualquer gerador ou validador correto precisa verificar este caso separadamente.
Quando você precisa gerar CPFs para testes
Situações comuns no dia a dia de desenvolvimento:
- Testes de formulário: cadastro de usuário, checkout de e-commerce, sistemas de RH;
- Dados de seed: popular banco de dados de homologação com registros fictícios;
- Integração com APIs: validar campos obrigatórios em serviços que verificam formato e DV;
- QA automatizado: cenários de teste com dados únicos por execução.
Em todos esses casos o CPF precisa ser matematicamente válido — mas não precisa estar cadastrado na Receita.
A regra de ouro: nunca use CPF real em ambientes de teste
Um CPF gerado por algoritmo pode, por acaso, coincidir com um CPF real de alguma pessoa. Por isso:
- Nunca copie CPFs de documentos físicos ou sistemas de produção para testes;
- Em produção, aplique mascaramento (
123.***.***-**) ao exibir CPFs; - A LGPD (Lei 13.709/18) classifica CPF como dado pessoal — seu tratamento exige base legal.
Geradores online criam combinações artificiais que passam na validação de formato. Isso é suficiente para testes técnicos e não cria vínculo com nenhuma pessoa real (embora coincidência seja possível).
Ferramenta gratuita
Gerador de CPF
Gere CPFs válidos em quantidade, com ou sem máscara, prontos para copiar e usar nos seus testes — sem cadastro e sem limite.
Abrir geradorValidar um CPF em JavaScript (3 linhas)
Para quem quer implementar a validação no frontend sem dependências:
cpf = cpf.replace(/\D/g,'');
if (cpf.length !== 11 || /^(\d)\1{10}$/.test(cpf)) return false;
const dv = (i,n) => { let s=cpf.slice(0,n).split('').reduce((a,d,j)=>a+(+d)*(i-j),0); let r=s%11; return r<2?0:11-r; };
return +cpf[9]===dv(10,9) && +cpf[10]===dv(11,10);
}
Essa função cobre: remoção de máscara, tamanho correto, sequências repetidas e cálculo dos dois DVs.
CPFs gerados por algoritmo são fictícios e servem apenas para testes técnicos. Não use CPFs reais de terceiros em ambientes de homologação.